Postagens

Mostrando postagens de junho, 2026

A luta das trancistas contra a desvalorização profissional em São Paulo

Imagem
  Trabalho manual, histórico e cultural segue invisibilizado diante de desigualdades e estigmas raciais. Mais do que embelezar, a arte de trançar revela autoestima, cuidado e resistência. Apesar de décadas de atuação, as trancistas ainda enfrentam a falta de valorização profissional. No cotidiano paulista, essa desvalorização se manifesta de diversas formas, desde a informalidade predominante à ausência de reconhecimento. A profissão de trancista foi oficialmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho há menos de um ano, em junho de 2025, ao ser incluída na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). A formalização, no entanto, ainda não garante melhores condições de trabalho. Rubia Silva, de 36 anos, atua há mais de 10 anos na área e afirma que além da produção de tranças requerer um alto nível de dedicação, a remuneração ainda assim é menor do que deveria. “A gente leva de 8 a 9 horas para fazer um cabelo e o retorno daquilo era nada.” O contraste entre a baixa remuneração e a ...