Da exclusão à visibilidade: a luta por espaço na indústria da moda

A indústria da moda é marcada por suas tendências e padrões altamente seletivos, o que tem passado por transformações estimuladas pelas mídias sociais e pela busca de maior representatividade.



Além das formas de vestir e suas tendências, a moda tem trazido cada vez mais diversidade e representatividade por conta das mídias sociais; porém, durante muito tempo, a moda ditou quem podia ou não ser visto e o que, de fato, era bonito. “Eu já ouvi muito assim: ‘você é exótica, tem uma beleza diferente’”, lembra a modelo Carola Henrique.

Corpos, rostos, história e culturas foram deixados de lado por não se enquadrar ao padrão exigido; entretanto, com o aumento das redes sociais, a sociedade passou a se expor mais, obrigando a indústria a ser inclusiva.

Por mais que hoje essas mudanças sejam, de certa forma, perceptíveis, ainda é recente, como conta Carola; em meados dos anos dois mil, sempre os mesmos profissionais faziam campanhas relacionadas à diversidade. Uma estratégia das empresas para padronizar o que não tem padronização. “O ‘teste do pescoço’: você olha para o seu redor para ver quantos negros têm”, analisa, pontuando a falta de oportunidades naquele contexto.

Ainda sim, especialistas apontam que essa mudança acontece de forma gradual. A presença de diversidade em campanhas e passarelas pode indicar avanço, mas também traz um questionamento de até onde vai e o que querem transmitir.

“Eu acredito que é muito necessário pelo menos a gente saber a história, isso é muito importante”, constata Carola. Saber o que está vestindo não se remete somente à moda, mas retrata a história de toda uma cultura e população. Hoje, com o avanço das mídias sociais, isso passou a influenciar a sociedade; as pessoas têm mais interesse em se vestir de acordo com o que querem expressar, assim, mais do que tendência, a moda segue refletindo não só o que vestimos, mas quem somos.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA: Carola Henrique

Por Brenda Barbosa



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