Vó Nadyr

 Projeto "Retratos de Família"


Um dos trabalhos mais marcantes do 1º semestre Entrevistamos a pessoa mais idosa da família para dar início às práticas e estudos sobre entrevistas, desenvolvendo comunicação, escuta e valorizando nossas histórias familiares

Escolhi minha avó para o projeto "Retratos de Família" por ser uma mulher negra forte e inspiradora, a única filha mulher entre seis irmãos e mãe de três filhas mulheres. Sua história carrega luta, amor e resistência, e foi uma honra poder registrar e compartilhar um pouco da trajetória dessa mulher incrível que é parte essencial da minha história.

Eu acabei perdendo a entrevista na íntegra ela emoção de primeiros trabalhos da faculdade, mas acontece né, hoje fico triste por ter perdido a entrevista completa principalmente por ela ser diagnosticada com Alzheimer, fiquem então com um pouco de quem é essa mulher maravilha e o único trechinho que não perdi não entrevista.



Vó Nadyr:

Nadyr no seu aniversário de 77 anos em 23 de setembro em 2025
Nadyr no seu aniversário de 77 anos em 23 de setembro em 2025

Nadyr Henrique da Silva nasceu em 23 de setembro de 1949, a caçula de cinco irmãos homens, se tornando a única mulher; aos 5 anos o pai morreu quando ela tinha cinco anos e nunca chegou a ver a filha, porque quando ela nasceu já estava cego. Com o passar dos anos, ela vai morar com a família da sua mãe, assim ficando longe da sua mãe e dos seus irmãos; depois de alguns anos presta concurso público e vai trabalhar no do Hospital Servidor Público municipal.

Alguns anos depois, ela se casa com Alvanil da Silva (meu avô) que já tinha uma filha, então acaba criando a enteada e sua sobrinha pois sua cunhada vem a falecer; uns três anos depois ela engravida e tem sua filha caçula Elisangela (minha mãe), assim passa a se dividir para cuidar das crianças, trabalhar fora, e do casamento, com isso ela decide sair do hospital do servidor para se doar a família, porém logo retorna a trabalhar fora trabalhando no Sesi São Paulo para ajudar na finanças da família e assim deixando as crianças com as babás; como passar do tempo as crianças cresceram e deram ao casal doze netos e sete bisnetos, hoje com setenta e cinco anos mora com sua filha mais nova e seus netos gêmeos que ajudou a criar e recentemente enviuvou.


Preparação:


A escolha da minha vó como entrevistada, não foi a minha primeira opção e muito menos planejado; desde quando o trabalho foi apresentado eu pesquisava sobre a minha antiga personagem mas, por conta de alguns imprevistos na última “hora do segundo” tempo fui obrigada a mudar de personagem. De primeira não escolhi minha avó por conta do Alzheimer que ela tem, acreditando que não resultaria em uma boa entrevista mas me surpreendi, o tempo da entrevista acabou sendo curto (mas curto do que eu esperava) porém, consegui retirar um bom proveito.



Aprendizado:


Eu aprendi com essa entrevista que independente do entrevistado, todo mundo tem uma história para contar e nosso dever como jornalista é contar. A preparação me mostrou que ter paciência e resiliência são essenciais para me tornar uma boa jornalista, a parte complicada foi achar um gancho e estipular perguntas que de certa forma interessasse as pessoas, mas acredito que com o tempo consiga fazer com mais facilidade. Entrevistar a minha vó, além dela já ser uma inspiração de vida foi bem interessante porque me mostrou que com persistência chegamos longe.



Corte da Entrevistas:

Um trechinho da entrevista para vocês 😄




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