Vó Nadyr
Projeto "Retratos de Família"
Um dos trabalhos mais marcantes do 1º semestre Entrevistamos a pessoa mais idosa da família para dar início às práticas e estudos sobre entrevistas, desenvolvendo comunicação, escuta e valorizando nossas histórias familiares
Escolhi minha avó para o projeto "Retratos de Família" por ser uma mulher negra forte e inspiradora, a única filha mulher entre seis irmãos e mãe de três filhas mulheres. Sua história carrega luta, amor e resistência, e foi uma honra poder registrar e compartilhar um pouco da trajetória dessa mulher incrível que é parte essencial da minha história.
Eu acabei perdendo a entrevista na íntegra ela emoção de primeiros trabalhos da faculdade, mas acontece né, hoje fico triste por ter perdido a entrevista completa principalmente por ela ser diagnosticada com Alzheimer, fiquem então com um pouco de quem é essa mulher maravilha e o único trechinho que não perdi não entrevista.
Vó Nadyr:
Nadyr Henrique da Silva nasceu em 23 de setembro de 1949, a caçula de cinco irmãos homens, se tornando a única mulher; aos 5 anos o pai morreu quando ela tinha cinco anos e nunca chegou a ver a filha, porque quando ela nasceu já estava cego. Com o passar dos anos, ela vai morar com a família da sua mãe, assim ficando longe da sua mãe e dos seus irmãos; depois de alguns anos presta concurso público e vai trabalhar no do Hospital Servidor Público municipal.
Alguns anos depois, ela se casa com Alvanil da Silva (meu avô) que já tinha uma filha, então acaba criando a enteada e sua sobrinha pois sua cunhada vem a falecer; uns três anos depois ela engravida e tem sua filha caçula Elisangela (minha mãe), assim passa a se dividir para cuidar das crianças, trabalhar fora, e do casamento, com isso ela decide sair do hospital do servidor para se doar a família, porém logo retorna a trabalhar fora trabalhando no Sesi São Paulo para ajudar na finanças da família e assim deixando as crianças com as babás; como passar do tempo as crianças cresceram e deram ao casal doze netos e sete bisnetos, hoje com setenta e cinco anos mora com sua filha mais nova e seus netos gêmeos que ajudou a criar e recentemente enviuvou.
Preparação:
A escolha da minha vó como entrevistada, não foi a minha primeira opção e muito menos planejado; desde quando o trabalho foi apresentado eu pesquisava sobre a minha antiga personagem mas, por conta de alguns imprevistos na última “hora do segundo” tempo fui obrigada a mudar de personagem. De primeira não escolhi minha avó por conta do Alzheimer que ela tem, acreditando que não resultaria em uma boa entrevista mas me surpreendi, o tempo da entrevista acabou sendo curto (mas curto do que eu esperava) porém, consegui retirar um bom proveito.
Aprendizado:
Eu aprendi com essa entrevista que independente do entrevistado, todo mundo tem uma história para contar e nosso dever como jornalista é contar. A preparação me mostrou que ter paciência e resiliência são essenciais para me tornar uma boa jornalista, a parte complicada foi achar um gancho e estipular perguntas que de certa forma interessasse as pessoas, mas acredito que com o tempo consiga fazer com mais facilidade. Entrevistar a minha vó, além dela já ser uma inspiração de vida foi bem interessante porque me mostrou que com persistência chegamos longe.
Corte da Entrevistas:
Um trechinho da entrevista para vocês 😄